Revista Científica Eletrônica do Conselho Regional de Farmácia da Bahia https://rce.crf-ba.org.br:443/index.php/home Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia pt-BR Revista Científica Eletrônica do Conselho Regional de Farmácia da Bahia 2965-1514 <p>O artigo aceito para publicação será licenciado sob uma Licença da Creative Commons Atribuição (CC-BY) que permite que outros compartilhem o trabalho desde que seja dado o reconhecimento da autoria e publicação inicial da obra nesta revista.</p> Mortalidade por Infecções em Brasileiros Residentes no Exterior: Análise do Perfil Epidemiológico do período de 2015 a 2024 https://rce.crf-ba.org.br:443/index.php/home/article/view/111 <p>As doenças infecciosas e parasitárias, apesar de preveníveis, permanecem como uma importante causa de mortalidade, sobretudo, em cenários marcados por desigualdades sociais e com limitações no acesso aos serviços de saúde, como os imigrantes. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil sociodemográfico e a distribuição geográfica dos óbitos por infecções em brasileiros residentes no exterior. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, realizado através de dados secundários coletados no TABNET sobre doenças infecciosas e parasitárias no período de 2015 a 2024. Foram analisadas as variáveis número total de óbitos do período, ano de ocorrência, faixa etária, sexo, raça/cor, país do óbito, anos de escolaridade e local do registro do óbito. Os dados foram organizados no <em>Microsoft Excel</em> e analisados descritivamente com cálculos de frequências absolutas, relativas e construção de séries temporais para avaliação da tendência ao longo dos anos.<strong> </strong>No período foram registrados 451 óbitos provenientes das doenças infecciosas e parasitárias, com um pico durante o ano de 2021 (N=141; 31,26%), que coincide com o período mais crítico da pandemia por COVID-19. Em relação ao país do óbito, foram registrados em 50 países com destaque para Paraguai (N=134; 29,71%), Bolívia (N=99; 21,95%) e Venezuela (N=80; 17,74%). Quanto ao perfil das pessoas que foram a óbito, homens solteiros de cor parda, entre 60 a 69 anos de idade e com escolaridade de 8 a 11 anos registraram números maiores. A mortalidade de brasileiros por doenças infecciosas e parasitárias no exterior está relacionada à desigualdades sociais e contextos de vulnerabilidade, sendo mais frequente em países sul-americanos, indivíduos do sexo masculino, pardos, solteiros e com maior faixa etária.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li>World Health Organization. World health statistics 2023. Geneva: WHO; 2023.</li> <li>GBD 2019 Diseases and Injuries Collaborators. Global burden of disease study 2019. Lancet. 2020;396:1204–22.</li> <li>Marmot M, Friel S, Bell R, et al. Closing the gap in a generation. Lancet. 2008;372:1661–9.</li> <li>Solar O, Irwin A. 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Este estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico e as principais alterações estéticas provenientes da gravidez em gestantes usuárias de uma Unidade Básica de Saúde situada em um município do interior da Bahia, Brasil. A amostra foi composta por 30 gestantes que foram convidadas a assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. No perfil sociodemográfico a média de idade foi de 27,8 ± 3,5 anos, a maioria respondeu ser parda (53,33%), solteira (56,67%) e ter ensino médio completo (43,33%). Quanto ao perfil obstétrico, 50% disseram estar na primeira gestação, com média de 29 ± 5,65 semanas e (87,67%) relataram usar o anticoncepcional previamente. Em relação ao aparecimento das alterações, (46,67%) relataram ter pele oleosa, (43,33%) informaram não ter uma rotina de cuidados e as disfunções mais frequentes foram linha nigra (26,44%) e manchas acastanhadas 21,84%. Assim, constatou-se que o desenvolvimento das alterações estéticas se mostrou significativamente influenciadas pelo uso prévio de anticoncepcional, além disso, as medidas preventivas e a identificação precoce implicam na minimização do aparecimento destas alterações.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p>1. Lopes Nobre K, Cardoso de Moraes LL, Monteiro Nepomuceno PS, Lobato Brito A, Lobato Sobral L, De Souza Santos MC. Análise das principais disfunções estéticas corporais decorrentes da gravidez. Revista Brasileira de Ciências da Saúde. 2021 Aug 30;25(2).</p> <p>2. Gravidez [Internet]. Ministério da Saúde. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gravidez#:~:text=A%20gravidez%20%C3%A9%20um%20evento</p> <p>3. Urasaki MBM. Alterações fisiológicas da pele percebidas por gestantes assistidas em serviços públicos de saúde. Acta Paulista de Enfermagem. 2010;23(4):519–25.</p> <p>4. Rodrigues MGS, Monteiro ALM, Alves KL, Oliveira AY, Aguiar TG de. 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Objetivo: Avaliar o consumo de antimicrobianos entre duas unidades de terapia intensiva de um hospital geral de alta complexidade do interior da Bahia. Método: Estudo observacional, descritivo, pontual e de abordagem quantitativa. A análise foi realizada a partir dos dados de consumo de antimicrobianos e pacientes-dia referentes ao período de janeiro a setembro de 2025, fornecidos pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Os antimicrobianos foram agrupados de acordo com classificação AWaRe da Organização Mundial de saúde, utilizando-se como unidade de a Dose Diária Definida (DDD) por 1.000 pacientes-dia. Resultados: Foram consumidos, no período analisado, 12.680,6 DDD/paciente-dia na UTI Neurológica e 11.623,6 na UTI Geral Cirúrgica. Os antimicrobianos mais utilizados em ambas as unidades foram meropenem, vancomicina, piperacilina/tazobactam, ceftriaxona e polimixina B. Observou-se predominância de antimicrobianos classificados no grupo “Vigilância” e presença relevante do grupo “Reserva”, em detrimento do grupo “Acesso”, o que reflete a gravidade clínica dos pacientes e sugere perfil microbiológico local marcado por patógenos resistentes. Conclusão: Os achados reforçam a importância da implementação e fortalecimento de programas estruturados de Stewardship de Antimicrobianos com participação ativa da Farmácia Clínica para a racionalização do uso de antimicrobianos em unidades de terapia intensiva.</span></p> <p><em><span style="font-weight: 400;">Palavras-chave: </span></em><span style="font-weight: 400;">Unidades de terapia intensiva; Gestão de antimicrobianos; Resistência microbiana a medicamentos.</span></p> <p> </p> <p><strong>Referências</strong></p> <p>¹Murray CJL, Naghavi M, Vollset SE, Ikuta KS, Swetschinski LR, Gray AP, et al. Global burden of bacterial antimicrobial resistance 1990–2021: a systematic analysis with forecasts to 2050. 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Trata-se de um estudo descritivo, baseado em dados secundários, no qual foram analisadas as variáveis sexo, faixa etária, cor/raça, ano de processamento e valores das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). No período avaliado, foram registrados dois óbitos, além de variações no número de internações ao longo dos anos, com maior concentração entre adultos de 30 a 49 anos. Observou-se, ainda, que os custos hospitalares foram mais elevados nas internações relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas. Os achados evidenciam a relevância do monitoramento epidemiológico e reforçam a necessidade de estratégias de prevenção, fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e ampliação de intervenções precoces em saúde mental.</p> <p> </p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li>WORLD HEALTH ORGANIZATION<em>. Mental Health Atlas 2020</em>. 1st ed. World Health Organization; 2021.</li> <li>Oliveira JMV, Regne GRS, Reinaldo AMDS, Silveira BVD, Gomes NDMR. 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Esse desenvolvimento busca a obtenção de medicamentos inovadores e/ou com eficácia superior à daqueles atualmente disponíveis no mercado. Globalmente, observa-se uma crescente busca por fármacos destinados ao tratamento da obesidade e, no Brasil, destacam-se estudos voltados à avaliação da segurança e da eficácia da <strong data-start="657" data-end="673">polilaminina</strong> no tratamento do trauma raquimedular agudo. <sup>1</sup></p> <p data-start="719" data-end="1826">A obesidade é uma doença crônica que predispõe ao desenvolvimento de diversas outras condições, como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, as quais aumentam significativamente o risco de Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Encefálico (AVE)<sup>1</sup>. Nesse contexto, medicamentos destinados ao tratamento da obesidade podem contribuir para a redução das complicações associadas a doenças crônicas, que figuram entre as principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo, como o infarto e o AVE. Dentre essas terapias, destacam-se os análogos do GLP-1 de ação prolongada, como a <strong data-start="1315" data-end="1330">semaglutida</strong> e a <strong data-start="1335" data-end="1350">tirzepatida</strong>, que vêm ganhando expressiva relevância no mercado global, com projeções de movimentar bilhões de dólares nos próximos anos. Com a proximidade do vencimento da patente da semaglutida no Brasil, previsto para 2026, outras indústrias farmacêuticas poderão comercializar medicamentos genéricos contendo esse princípio ativo a custos reduzidos, o que pode representar uma oportunidade para sua futura incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população<sup>2</sup>.</p> <p data-start="1828" data-end="2424">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em 5 de janeiro de 2026, autorizou o início de um estudo clínico de Fase I para a avaliação da segurança da polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo<sup>3</sup>. Trata-se de uma proposta inovadora, uma vez que, até o momento, não existe medicamento aprovado com esse princípio ativo para essa indicação terapêutica. Ressalta-se que, para a utilização de uma substância como medicamento, é necessária a aprovação em estudos clínicos de Fases I, II e III, além do acompanhamento contínuo por meio dos estudos de Fase IV, ou Farmacovigilância.</p> <p data-start="2426" data-end="2846">Dessa forma, evidencia-se a importância da continuidade de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de medicamentos inovadores para o tratamento de doenças que ainda não dispõem de terapias eficazes ou cujas opções disponíveis apresentam eficácia limitada ou importantes efeitos adversos. Nesse cenário, o farmacêutico desempenha papel fundamental, tanto nas etapas de desenvolvimento quanto nas ações de farmacovigilância.</p> <p data-start="2848" data-end="3254">Diante disso, convidamos a comunidade acadêmica a submeter suas pesquisas na forma de artigos originais ou de revisão, com o objetivo de divulgar o conhecimento científico e contribuir para a atualização dos leitores da <strong data-start="3068" data-end="3153">Revista Científica Eletrônica do Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia</strong>. O volume 5, número 1, encontra-se aberto em fluxo contínuo para submissões até 30 de junho de 2026.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p><sup>1</sup>Sociedade Brasileira de Cardiologia; Sociedade Brasileira de Hipertensão; Sociedade Brasileira de Nefrologia. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2025 [citado 2026 Jan 07];122(9):e20250624. doi: 10.36660/abc.20250624. Disponível em: https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-122-09-e20250624/0066-782X-abc-122-09-e20250624.x66747.pdf</p> <p><sup>2</sup>G1. STJ barra extensão de patente do Ozempic: o que muda para pacientes, SUS e mercado de genéricos? G1 [Internet]. 2025 Dec 17 [cited 2026 Jan 07]. Available from: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/17/stj-barra-extensao-de-patente-do-ozempic-o-que-muda-para-pacientes-sus-e-mercado-de-genericos.ghtm</p> <p><sup>3</sup>Ministério da Saúde. Ministério da Saúde e Anvisa anunciam aprovação de estudo clínico para tratamento inovador de lesões na medula espinhal [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 05 Jan 2026 [citado em 2026 Jan 07]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/ministerio-da-saude-e-anvisa-anunciam-aprovacao-de-estudo-clinico-para-tratamento-inovador-de-lesoes-na-medula-espinhal.</p> Gildomar Lima Valasques Júnior Copyright (c) 2026 Revista Científica Eletrônica do Conselho Regional de Farmácia da Bahia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-01-07 2026-01-07 e05012601 e05012601 10.70673/rcecrfba.v5i1.104